Direitos e Cidadania

Como buscar ajuda para mulheres em situação de violência

Equipe Sirlange Manga

Equipe Sirlange Manga Pré-Candidata a Deputada Federal

Amada por Deus • Casada com @rodrigomangaoficial

Mãe • Publicitária • Empreendedora

Buscar ajuda diante de uma situação de violência pode parecer difícil, especialmente quando há medo, dependência financeira, filhos, ameaças ou falta de uma rede de apoio próxima. Mas nenhuma mulher precisa enfrentar esse momento sozinha. Existem canais públicos de emergência, orientação, saúde, assistência social, proteção policial e apoio jurídico que podem ajudar a construir caminhos mais seguros.

Este guia reúne orientações práticas sobre atendimento para mulheres em situação de violência, com informações nacionais e serviços oficiais de Sorocaba. Se houver perigo imediato, a prioridade é sair do local de risco, quando isso for possível e seguro, e acionar a Polícia Militar pelo número 190.

A violência não se limita à agressão física. Pode envolver ameaças, humilhações, controle do dinheiro, perseguição, destruição de documentos, divulgação de imagens íntimas, violência sexual e outras formas de violação de direitos. Procurar orientação não obriga a mulher a tomar todas as decisões de uma vez. O primeiro passo pode ser apenas conversar com um serviço preparado para acolher e informar.

Em situação de risco imediato: qual número ligar?

Quando a agressão está acontecendo, quando há ameaça grave, tentativa de invasão, perseguição ou risco à integridade física, o canal indicado é o 190, da Polícia Militar. A ligação deve ser feita o quanto antes, se houver condições seguras.

Em Sorocaba, a população também pode acionar a Guarda Civil Municipal pelo 153. Esse canal pode receber pedidos de apoio no município, mas não substitui o 190 diante de uma emergência que exija resposta policial imediata.

Se a mulher não puder fazer a ligação, uma pessoa de confiança, vizinho, familiar ou qualquer pessoa que presencie a situação pode pedir socorro. Ao falar com o atendimento, é importante informar o endereço ou uma referência clara do local, explicar o que está acontecendo e dizer se há crianças, armas, ferimentos ou ameaças no ambiente.

Em uma emergência, não é necessário esperar a situação se agravar para pedir ajuda. A segurança da mulher, das crianças e de outras pessoas da casa vem primeiro.

Ligue 180: orientação, denúncia e encaminhamento

O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, um serviço nacional, gratuito e disponível 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. O canal orienta sobre direitos, recebe denúncias e informa os serviços especializados mais próximos de cada mulher, como delegacias, centros de referência, Defensorias Públicas e unidades de acolhimento.

Além da ligação para o número 180, o serviço oficial informa a possibilidade de atendimento por WhatsApp no número (61) 9610-0180. O canal também pode ser utilizado por familiares, amigas, vizinhos e outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência. Saiba mais na página oficial do Ligue 180.

É importante diferenciar as funções: o 180 oferece escuta, informação, registro e encaminhamento; já o 190 é o canal para emergências e necessidade de intervenção imediata da Polícia Militar.

O que informar ao procurar orientação ou fazer uma denúncia?

Nem toda mulher terá todos os dados em mãos, e isso não deve impedir a busca por ajuda. Ainda assim, quando for seguro, algumas informações podem facilitar o atendimento:

  • nome, endereço ou características que ajudem a identificar a vítima;
  • local onde a violência aconteceu ou está acontecendo;
  • descrição do ocorrido, como agressões, ameaças, perseguição ou danos;
  • nome ou características da pessoa que praticou a violência;
  • existência de crianças, idosos, pessoas com deficiência ou outras pessoas em risco;
  • informação sobre armas, ameaças de morte, lesões ou episódios anteriores;
  • eventuais provas disponíveis, como mensagens, áudios, fotos, vídeos, objetos danificados e contatos de testemunhas.

Não é preciso reunir provas antes de buscar acolhimento. O relato da mulher deve ser ouvido com respeito, e os serviços podem orientar sobre os próximos passos.

Onde buscar atendimento em Sorocaba

Sorocaba conta com uma rede formada por segurança pública, assistência social, saúde e serviços especializados. Cada porta de entrada pode ter uma função diferente. A mulher pode procurar o serviço mais acessível e seguro naquele momento.

Serviço Quando procurar Informações oficiais
Polícia Militar – 190 Emergência, agressão em curso, ameaça ou risco imediato. Ligação gratuita pelo 190.
Guarda Civil Municipal – 153 Pedido de apoio e comunicação de ocorrências no município. Ligação pelo 153.
Delegacia de Defesa da Mulher de Sorocaba Registro de ocorrência, orientação policial e encaminhamentos relacionados à violência contra a mulher. Rua Caracas, 846, Campolim, Sorocaba. A relação oficial da Polícia Civil informa atendimento 24 horas.
Cerem – Centro de Referência da Mulher Apoio especializado, orientação e articulação com a rede de proteção. Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 440. Telefone (15) 3235-6770.
Unidades de saúde e pronto atendimento Ferimentos, sofrimento emocional, violência sexual ou necessidade de cuidado em saúde. O atendimento de saúde deve ser buscado sem demora, especialmente em casos de violência sexual.

Segundo a Carta de Serviço do Cerem no Portal 156 de Sorocaba, o centro atende mulheres vítimas de violência doméstica, oferece apoio técnico e articula encaminhamentos com a Delegacia de Defesa da Mulher e a Vara de Violência Doméstica. O serviço informa atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, além da possibilidade de encaminhamento para acolhimento institucional quando necessário.

A relação oficial de Delegacias de Defesa da Mulher da Polícia Civil de São Paulo também registra a DDM de Sorocaba no endereço da Rua Caracas, 846, com atendimento 24 horas. Antes de se deslocar, especialmente se houver qualquer dificuldade de mobilidade ou risco, é recomendado telefonar ou acionar os canais de emergência.

Delegacia, boletim de ocorrência e medidas protetivas

A Delegacia de Defesa da Mulher, conhecida como DDM, é um espaço especializado para o atendimento de casos de violência contra mulheres. Quando não houver DDM próxima ou quando a urgência exigir, a ocorrência pode ser registrada em outra delegacia.

No atendimento policial, a mulher pode relatar o que aconteceu e apresentar o que tiver disponível: mensagens, áudios, fotos, vídeos, laudos, documentos ou nomes de pessoas que conheçam a situação. A falta de testemunhas ou de lesões aparentes não deve impedir o registro da ocorrência.

Também é possível pedir orientação sobre medidas protetivas de urgência. São decisões judiciais que podem estabelecer, conforme a análise do caso, restrições de contato e aproximação, afastamento do agressor do lar e outras providências de proteção. Delegacias, Defensorias Públicas e órgãos do Judiciário podem orientar sobre o pedido e os caminhos disponíveis.

O Conselho Nacional de Justiça explica que a denúncia pode ser feita pela própria mulher ou por terceiros e que, na delegacia, é possível apresentar informações e provas que estejam disponíveis. O órgão também destaca que a rede de atendimento pode orientar sobre medidas de proteção e outros serviços necessários.

O que fazer se a mulher ainda não se sente pronta para denunciar?

Não estar pronta para registrar uma ocorrência não significa que ela não possa buscar ajuda. Conversar com o Ligue 180, o Cerem, uma unidade de saúde, a Defensoria Pública ou alguém de confiança pode ajudar a compreender os direitos, avaliar riscos e organizar um plano de segurança.

O acolhimento deve respeitar o tempo e a autonomia da mulher, sem julgamentos. Ao mesmo tempo, quando existe risco de agressão grave, ameaças ou perseguição, procurar proteção rapidamente pode ser decisivo. A orientação profissional ajuda a avaliar cada situação com responsabilidade.

Violência sexual: procure atendimento de saúde o mais rápido possível

Em situações de violência sexual, o cuidado em saúde deve ser buscado imediatamente, mesmo que a mulher ainda não queira ou não consiga ir à delegacia. O atendimento pode começar em uma unidade de saúde ou serviço de emergência, sem necessidade de agendamento.

O Ministério da Saúde informa que não é obrigatório apresentar boletim de ocorrência para receber atendimento. Os serviços podem oferecer acolhimento, exames, cuidados clínicos, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, contracepção de emergência quando indicada, apoio psicológico e acompanhamento social.

Em Sorocaba, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo indica o Conjunto Hospitalar Sorocaba, na Rua Claudio Manoel da Costa, 271, Jardim Vergueiro, como referência para atendimento de violência sexual aguda pelo pronto-socorro, 24 horas por dia. O telefone informado é (15) 3332-9100.

Se for possível e se a mulher desejar preservar elementos que possam ajudar em uma investigação futura, pode evitar tomar banho, trocar de roupa ou limpar o local antes da avaliação de saúde e da orientação policial. Mas essa recomendação não é uma obrigação e não deve atrasar o pedido de socorro nem o atendimento médico. A prioridade é cuidar da saúde e da segurança.

Como montar um plano de segurança possível

Cada realidade é diferente. Para algumas mulheres, sair de casa é viável; para outras, pode aumentar o risco naquele momento. Por isso, um plano de segurança deve ser pensado de forma prática, com apoio de pessoas e serviços confiáveis.

  • Escolha uma ou duas pessoas de confiança e combine uma palavra ou mensagem que signifique pedido de ajuda.
  • Guarde, se puder e sem se expor, documentos pessoais, documentos dos filhos, cartões, remédios, chaves e contatos importantes em local acessível.
  • Memorize ou anote em papel os números 190, 180 e 153.
  • Evite confrontos em locais com objetos que possam ser usados para ferir alguém, como cozinha, garagem ou áreas com ferramentas.
  • Se houver crianças, ensine de forma adequada à idade que elas devem procurar ajuda e não se colocar no meio de uma agressão.
  • Use um aparelho seguro para pesquisar serviços ou fazer contatos, caso haja monitoramento de celular, e-mail ou redes sociais.
  • Peça orientação ao Cerem ou ao Ligue 180 para avaliar as alternativas de acolhimento, proteção e apoio social.

Essas medidas não transferem para a mulher a responsabilidade pela violência. A responsabilidade é de quem agride. O objetivo é ampliar possibilidades de proteção enquanto a rede de serviços é acionada.

Como familiares, amigos e vizinhos podem ajudar

A rede de apoio tem um papel importante. Muitas mulheres deixam de pedir ajuda por medo de não serem acreditadas, de serem culpadas ou de prejudicarem a família. Por isso, escutar sem pressionar faz diferença.

Uma pessoa próxima pode oferecer companhia para ir à delegacia, ao Cerem ou a uma unidade de saúde; ajudar a cuidar das crianças durante um atendimento; guardar documentos em local seguro; registrar números de emergência; e acionar a polícia quando houver risco. Evite confrontar diretamente a pessoa agressora ou divulgar informações que possam expor ainda mais a mulher.

Frases simples podem acolher: “Eu acredito em você”, “Você não está sozinha”, “Vamos buscar ajuda juntas” e “Sua segurança é importante”. O passo seguinte é conectar essa escuta aos canais oficiais e aos profissionais da rede de proteção.

Informação, acolhimento e proteção caminham juntos

Enfrentar a violência contra a mulher exige presença, serviços acessíveis e uma rede que trate cada caso com seriedade. Conhecer os canais oficiais ajuda a reduzir a sensação de isolamento e a encontrar apoio no momento em que ele é mais necessário.

Em Sorocaba, o Cerem, a DDM, a Guarda Civil Municipal, os serviços de saúde e a assistência social compõem caminhos de acolhimento e proteção. Em todo o Brasil, o Ligue 180 orienta e encaminha mulheres e pessoas que desejam ajudar.

Cuidar das pessoas também é garantir que informação segura chegue a quem precisa. Compartilhe este conteúdo com responsabilidade e envie para alguém que possa se beneficiar dessas orientações. Em risco imediato, ligue 190.

Perguntas frequentes

O Ligue 180 substitui o 190?

Não. O Ligue 180 é um canal de orientação, denúncia e encaminhamento. Em caso de perigo imediato, agressão em curso ou ameaça grave, o canal indicado é o 190, da Polícia Militar.

Posso pedir ajuda mesmo sem provas?

Sim. A ausência de fotos, mensagens, testemunhas ou laudos não impede a mulher de procurar a polícia, os serviços de saúde, o Cerem ou o Ligue 180. Os profissionais podem orientar sobre os próximos passos de acordo com cada situação.

É obrigatório fazer boletim de ocorrência para receber atendimento médico após violência sexual?

Não. O Ministério da Saúde informa que o atendimento em saúde deve ser oferecido sem exigência de boletim de ocorrência. A mulher pode buscar cuidado médico imediatamente e receber orientações sobre seus direitos.

Onde fica a Delegacia da Mulher de Sorocaba?

A DDM de Sorocaba está localizada na Rua Caracas, 846, no Campolim. A relação oficial da Polícia Civil de São Paulo informa atendimento 24 horas. Em emergência, acione o 190 antes de se deslocar.

O que é o Cerem de Sorocaba?

O Cerem é o Centro de Referência da Mulher de Sorocaba. Ele oferece atendimento e apoio a mulheres em situação de violência doméstica, com articulação junto à rede de proteção. Fica na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 440, e o telefone é (15) 3235-6770.

Uma amiga ou vizinha pode denunciar uma situação de violência?

Sim. Familiares, vizinhos e outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência podem buscar orientação pelo 180 e acionar o 190 quando houver emergência ou risco imediato.

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